
Foto: South Sumit via Linkedin.
Estamos no South Summit Brazil, em Porto Alegre, e uma pergunta fica no ar durante todo o evento: como expandir negócio para os EUA e qual é a hora certa de dar esse passo?”
A resposta está na trajetória de María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit.
Em 2012, ela criou um evento de empreendedorismo em Madri.
Mais do que um evento para o mercado espanhol, criou um ponto de encontro global. Essa distinção parece pequena, mas mudou tudo. Hoje, o South Summit acontece no Brasil, na Coreia do Sul e em toda a América Latina. As startups que passaram por suas edições captaram quase US$ 15 bilhões em investimentos.
Mais de 18 mil pessoas de 133 países participaram da última edição em Madri.
Ela não construiu uma plataforma global porque o negócio cresceu. O negócio cresceu porque ela já pensava globalmente desde o primeiro dia.
1. Mentalidade global não é consequência do sucesso. É a causa.
Esse é o ponto que a maioria dos empreendedores precisa entender.
A lógica comum é: primeiro consolido no Brasil, depois penso em expandir. Faz sentido na teoria.
Mas, na prática, o que acontece é que o negócio vai crescendo, as demandas locais vão aumentando, e a expansão vai sendo adiada indefinidamente, sempre para “o próximo ano”.
A maioria dos empreendedores que quer saber como expandir negócio para os EUA adia essa decisão esperando estar pronto. Essa virada de perspectiva muda as decisões do dia a dia: como o produto é posicionado, em qual moeda a empresa opera, onde ela está registrada, quem ela atrai como cliente e investidor.
2. Por que o empreendedor brasileiro tende a adiar essa virada?
O Brasil é um mercado imenso. Com mais de 200 milhões de habitantes e uma das maiores economias do mundo, dá para crescer muito sem sair daqui. Isso é uma vantagem, mas também pode ser uma armadilha.
Segundo estudo da Endeavor Brasil, apenas17% das scale-ups brasileiras expandem por saturação do mercado local. A maioria internacionaliza por uma decisão estratégica, não por necessidade. E apenas 14% dos empreendedores pretendem expandir nos próximos seis meses, mesmo sabendo que os EUA é o destino preferido de quem já deu esse passo.
Entre as startups brasileiras que já decidiram como expandir negócio para os EUA, 63% escolheram o mercado americano como primeiro destino internacional. Não é coincidência: maior poder de compra, ambiente de negócios favorável, menos burocracia, acesso a capital internacional e uma estrutura jurídica sólida para crescer.
3. O que muda quando você decide pensar global agora.
Mentalidade global não significa abandonar o Brasil. Significa ampliar o quadro de referência.
Na prática, isso se traduz em algumas mudanças concretas:
Você passa a construir credibilidade internacional desde cedo. Ter uma empresa registrada nos EUA, por exemplo, muda como clientes e investidores americanos te enxergam. Não é sobre status, mas sobre remover fricção na hora de fechar negócio.
Você começa a operar em dólar. Receita em dólar protege o negócio da volatilidade cambial e abre acesso a um mercado consumidor com poder de compra muito superior.
Você atrai o perfil certo de parceiro e investidor. Quem pensa globalmente se conecta com quem pensa globalmente. É o princípio que María usou para construir o South Summit: coloque as pessoas certas no mesmo ambiente e os negócios acontecem naturalmente.
A estrutura que transforma mentalidade em ação
Abrir uma empresa nos Estados Unidos é mais simples do que a maioria imagina. Não é preciso morar lá, não é preciso visto americano e não é preciso sócio local. O processo pode ser feito 100% online, direto do Brasil, com passaporte válido.
E os números mostram que essa movimentação já está acontecendo: de janeiro a abril de 2025, os vistos americanos voltados a trabalho e negócios para brasileiros cresceram 22,5% em relação ao mesmo período anterior. Quem está agindo agora está saindo na frente.
A Globalfy existe para ser esse segundo passo. Do registro da sua LLC ou C Corporation à criação de uma conta bancária americana e suporte contábil tudo em um lugar só, com planos feitos para diferentes momentos do negócio.
María Benjumea decidiu que o South Summit seria global antes de ter qualquer evidência de que funcionaria. Você não precisa ter certeza do resultado para começar a construir a estrutura certa.
Se você está pensando em expandir seu negócio para os EUA, a Globalfy pode te ajudar em cada etapa desse processo.