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Case AdOpt: Como uma Startup Brasileira Cresceu com Empresa nos EUA

Principais Pontos

  • Quem é a AdOpt: startup brasileira de compliance de cookies criada em 2020, com a entrada em vigor da LGPD. Hoje está presente em 30 países, com mais de 60 mil sites usando sua tecnologia, e foi adquirida por um grupo francês.
  • A decisão que mudou a trajetória: em vez de operar apenas com CNPJ, os fundadores incorporaram a empresa nos Estados Unidos com a Globalfy e passaram a cobrar assinaturas recorrentes em dólar via Stripe.
  • O resultado em números: a empresa saiu de 100 clientes pagantes via boleto para 400 clientes e US$ 5 mil de receita recorrente mensal em poucos meses após a incorporação, crescendo de forma 100% bootstrap, sem rodadas de investimento.
  • Por que isso importa: a empresa nos EUA afetou mais do que as vendas internacionais. Influenciou o acesso a crédito, a previsibilidade de caixa, a confiança dos clientes e a atratividade do negócio para compradores estrangeiros.
  • Para quem é este case: fundadores de SaaS, startups com custos em dólar, empresas de setores em que a confiança pesa na compra e founders que pensam em investimento ou venda para o exterior.

Case AdOpt, de relance

PerguntaResposta
O que a AdOpt fazFerramenta de consentimento de cookies e compliance de privacidade para sites
Ano de criação2020, com a entrada em vigor da LGPD
Onde a empresa foi incorporadaEstados Unidos, com apoio da Globalfy
Modelo de financiamento100% bootstrap, sem rodadas de investimento
Alcance atualMais de 60 mil sites em 30 países
Base de clientesCerca de 80% brasileiros, com clientes também nos EUA e em Portugal
DesfechoAquisição por um grupo francês

O que é o case AdOpt?

O case AdOpt é a história de uma startup brasileira que decidiu operar a partir de uma empresa nos Estados Unidos desde o início. Essa escolha moldou o crescimento do negócio, do primeiro cliente recorrente até a aquisição por um grupo estrangeiro.

Em agosto de 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor sem o adiamento que boa parte do mercado esperava. A landing page da AdOpt, ferramenta de consentimento de cookies que ainda dava os primeiros passos, saltou de 50 para 5 mil acessos por dia.

Os fundadores tinham acabado de perder a empresa anterior, um SaaS de big data, durante a pandemia. Viram na demanda repentina a chance de recomeçar, desta vez com um produto pensado desde o início para o mercado global.

Por que a AdOpt escolheu abrir empresa nos EUA?

O gatilho não foi a vontade de “ter uma empresa americana” por status. Foi uma avaliação estratégica sobre como vender um produto de compliance e como crescer sem amarras.

Confiança na hora da compra

Em software de compliance, o cliente arrisca uma multa de até 2% do faturamento se a ferramenta falhar. Por isso, precisa ter segurança total no fornecedor que escolhe, e a origem da empresa influencia essa decisão. Para os sócios, uma estrutura global transmitia credibilidade desde o primeiro contato e reduzia a desconfiança que costuma recair sobre fornecedores latino-americanos.

Uma operação mais ágil desde o início

A experiência anterior também contou. Os fundadores já tinham sentido na prática o quanto cartórios, juntas comerciais e cadastros podem tomar tempo de quem está começando. Ao criar a AdOpt, quiseram uma operação mais ágil e preparada para crescer em qualquer mercado.

Por que não abrir sozinhos

Os sócios conheciam opções gratuitas de abertura de empresa, como o Stripe Atlas. Mesmo assim, preferiram um parceiro com atendimento especializado para lidar com a complexidade do processo e formalizaram a incorporação com a Globalfy.

Do boleto ao dólar: a linha do tempo do crescimento

No fim de 2020, a AdOpt somava entre 8 mil e 10 mil usuários no modelo freemium e seus primeiros 100 clientes pagantes, todos via boleto. A incorporação nos EUA destravou a cobrança recorrente por cartão, e o efeito apareceu nos números quase imediatamente.

MomentoMarco
Agosto de 2020LGPD entra em vigor e a landing page salta de 50 para 5 mil acessos por dia
Fim de 20208 a 10 mil usuários freemium e 100 clientes pagantes via boleto, usando um CNPJ “emprestado” BR na época para a validação do modelo de negócios. Assim, fomos “reprimindo a demanda” para então podermos cobrar tudo pelos EUA no lançamento da empresa LLC.
Junho/2021Incorporação da empresa nos EUA com a Globalfy
Duas semanas depoisIntegração de pagamentos recorrentes por cartão via Stripe
Fim do mesmo mês100 clientes com assinatura recorrente
Setembro/2021400 clientes pagantes e US$ 5 mil de receita recorrente mensal (MRR)
HojeMais de 60 mil sites em 30 países e aquisição por um grupo francês

O que muda quando uma startup fatura em dólar?

Muitos empreendedores brasileiros enxergam os Estados Unidos apenas como um mercado consumidor. O caso da AdOpt mostra que a estrutura americana também muda o acesso a capital, a forma de precificar e a percepção de confiança.

Acesso a crédito

Com receita recorrente em dólar, uma empresa americana pode ter acesso a linhas de crédito baseadas no próprio faturamento, sem precisar oferecer garantias. É uma realidade bem diferente da de quem depende de linhas de crédito e antecipação de recebíveis no Brasil, alternativa que costuma ser cara e consumir parte relevante da margem.

Previsibilidade de caixa

Na empresa anterior, os fundadores pagavam até US$ 5 mil por mês em infraestrutura de nuvem, cobrados em dólar, enquanto faturavam em reais. Com receita e custos na mesma moeda, a exposição ao câmbio deixou de distorcer as projeções de crescimento. Para startups de software, que costumam ter servidores, ferramentas e APIs cobrados em dólar, esse alinhamento simplifica o planejamento financeiro.

Crescimento sem investidores

Receita recorrente em dólar, crédito acessível e custos previsíveis permitiram que a AdOpt crescesse de forma bootstrap. O caixa era financiado pelos próprios clientes, sem depender de rodadas de investimento.

Como a estrutura americana preparou a AdOpt para o mercado global

Desde o início, os fundadores queriam construir uma empresa preparada para receber investidores ou compradores de qualquer lugar do mundo. Essa escolha pesou quando a AdOpt despertou o interesse de compradores estrangeiros.

A estrutura americana segue padrões jurídicos e contábeis que o mercado internacional já conhece bem. Isso torna a empresa mais fácil de ser compreendida e avaliada por quem olha o negócio de fora do Brasil.

Há também uma questão de diversificação. Dificilmente um comprador internacional adquire uma startup com toda a base de clientes concentrada em um único país. Empresas que validam seu produto nos Estados Unidos e em mais de um mercado tendem a alcançar valuations maiores do que aquelas restritas a um só mercado.

É possível ter empresa nos EUA e continuar vendendo no Brasil?

Sim. Ter uma empresa nos Estados Unidos não significa abandonar o Brasil. Cerca de 80% dos clientes da AdOpt ainda são brasileiros. A empresa também atende clientes nos EUA e em Portugal, mercados com perfis bem diferentes.

Segundo os fundadores, o cliente americano compra, decide e cancela mais rápido, e espera velocidade e entrega do produto. Já o brasileiro valoriza o relacionamento e o atendimento próximo, inclusive pelo WhatsApp. Uma estrutura internacional permite atender os dois perfis a partir da mesma empresa.

Para quem esse modelo faz sentido?

Fundador de SaaS

Cobra assinatura de clientes no Brasil e no exterior e precisa de pagamentos recorrentes em dólar, além de credibilidade junto a processadores de pagamento e investidores.

Startup com custos dolarizados

Paga servidores, APIs e ferramentas em dólar e quer alinhar receita e despesas na mesma moeda para reduzir o risco cambial.

Empresa em setor em que a confiança pesa na compra

Atua em áreas como compliance, segurança ou dados, em que a origem e a estrutura do fornecedor influenciam a decisão do cliente.

Founder que pensa em investimento ou venda para o exterior

Quer uma estrutura que investidores e compradores estrangeiros entendam sem precisar decifrar a legislação de outro país.

O que aprender com o case AdOpt

  1. Decida a estrutura cedo. Incorporar nos EUA no início evita reorganizações societárias mais complexas quando a empresa já está grande.
  2. Pense em confiança, não só em mercado. Em setores sensíveis, a sede da empresa influencia a decisão de compra.
  3. Alinhe receita e custos na mesma moeda. Se sua operação tem custos dolarizados, faturar em dólar reduz o risco cambial.
  4. Prepare-se para o interesse externo. Uma estrutura reconhecida internacionalmente facilita conversas com investidores e compradores estrangeiros.
  5. Não abra mão do cliente brasileiro. É possível ter empresa nos EUA e continuar atendendo bem o mercado local.

Abra sua empresa nos EUA com a Globalfy

A Globalfy é uma plataforma completa que auxilia empreendedores a abrir, estruturar e gerenciar suas empresas nos Estados Unidos. Com 11 anos de atuação, já atendeu mais de 12 mil founders em mais de 100 países, unindo tecnologia, compliance e suporte especializado da abertura à gestão fiscal do dia a dia.

Assim como a AdOpt, muitos fundadores escolhem a Globalfy por contarem com especialistas que falam português em todas as etapas. Isso vale para o registro da empresa, o EIN, a conta bancária americana e as obrigações fiscais anuais. Se você ainda está decidindo o formato, vale entender a diferença entre LLC e C Corp e qual estado faz mais sentido para o seu negócio.

Fale com um especialista da Globalfy e descubra o plano ideal para o seu negócio.

Perguntas frequentes

O que é a AdOpt?

A AdOpt é uma startup brasileira de compliance de privacidade especializada em consentimento de cookies. A ferramenta ajuda sites a se adequarem à LGPD e a outras legislações de privacidade. Criada em 2020, a empresa opera a partir de uma estrutura nos Estados Unidos e está presente em 30 países, com mais de 60 mil sites usando sua tecnologia.

Por que uma startup brasileira abriria empresa nos EUA?

Uma startup brasileira abre empresa nos EUA para vender e receber em dólar, acessar ferramentas e crédito do mercado americano e ganhar credibilidade com clientes e investidores internacionais. No caso da AdOpt, a estrutura americana também ajudou a transmitir confiança em um setor sensível, o de compliance. A empresa ainda se tornou mais fácil de ser avaliada por compradores estrangeiros.

É possível ter empresa nos EUA e continuar vendendo para clientes brasileiros?

Sim, é possível ter empresa nos EUA e continuar atendendo clientes no Brasil. A AdOpt é um exemplo: mesmo com sede americana, cerca de 80% dos seus clientes são brasileiros. A estrutura internacional permite atender diferentes mercados a partir da mesma empresa.

Faturar em dólar ajuda uma startup a crescer sem investidores?

Faturar em dólar pode ajudar uma startup a crescer sem investidores, principalmente quando parte dos custos já é dolarizada. Receita e custos na mesma moeda reduzem a exposição ao câmbio e deixam as projeções mais previsíveis. Empresas americanas com receita recorrente também podem ter acesso a linhas de crédito baseadas no próprio faturamento. A AdOpt cresceu de forma 100% bootstrap com esse modelo.

Ter empresa nos EUA aumenta o valor de uma startup?

Ter empresa nos EUA pode tornar uma startup mais atrativa para investidores e compradores internacionais, porque a estrutura americana segue padrões jurídicos e contábeis amplamente conhecidos. Além disso, empresas que validam seu produto nos Estados Unidos e em mais de um mercado tendem a ter valuation maior do que aquelas concentradas em um único país.

Preciso morar nos EUA para abrir uma empresa lá?

Não, você não precisa morar nos EUA para abrir uma empresa americana. Não residentes podem registrar uma LLC ou C Corp, obter o EIN e abrir conta bancária remotamente. Todo o processo pode ser feito do Brasil, com apoio de uma plataforma especializada como a Globalfy.

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